Comecei pela música. Não pela teoria, não pela formação — pela necessidade de fazer acontecer. Em 1993, em Curitiba, as primeiras batidas surgiam nas festas de bairro, nas equipes de som montadas com amigos, em laboratórios improvisados onde cada evento era um experimento. O que faltava em dinheiro, sobrava em invenção. Mesa de iluminação construída à mão. Equipamentos adaptados. Sistemas montados da necessidade. Quando algo importante estava faltando, a saída nunca foi esperar. A saída foi construir.
Foi nesse ambiente que o nome TOSS apareceu — encontrado num dicionário inglês, numa busca manual por algo com a força visual do “Boss”. Quatro letras, presença, sonoridade. Na tradução: lançar, arremessar, impulsionar pra frente. Fazia sentido. A marca não nasceu desenhada em software. Nasceu construída na parede do paiol, com latas de refrigerante e cerveja fixadas em caixa alta — gesto antes de técnica, intenção antes de forma.
O símbolo sempre foi três traços. As pessoas perguntavam se era o “E” de eletrônico. Eu dizia: não — são três computadores. Web design, sound design, produção musical. Mas talvez elas estivessem certas também.
Em algum momento, um amigo perguntou: “Elisandro, você é do samba ou do eletrônico?”
Respondi sem hesitar: sou do eletrônico. Foi assim que nasceu o vanTronik — “van”, preposição de origem europeia, “tronik”, estilização de eletrônico. Um nome que carrega escolha, não apenas identidade. A música eletrônica não foi passagem. Foi escola, palco, estúdio, pesquisa. Jean Michel Jarre, KLF, Chemical Brothers, The Prodigy, Armand Van Helden, Eric Prydz, Tiësto — influências que ajudaram a construir uma sonoridade marcada por grooves ácidos, atmosferas hipnóticas e melodias épicas. Absorção, não imitação.
A entrada no design digital veio por volta de 2003 e 2004, com formação em web design na Databyte, em Curitiba. Flash, Dreamweaver, Fireworks, Photoshop — a criação intuitiva começava a ganhar linguagem técnica. Fui pra uma das maiores agências de web design da cidade, fiquei dois anos, aprendi processo, voltei pro fundo do quintal e decidi ir sozinho. Não por impulso — por percepção de capacidade.
Entre 2005 e 2008, os primeiros clientes chegavam com consistência. Em 2 de janeiro de 2010, a TOSS se formalizou como empresa. No mesmo ano, o vanTronik subia ao palco Trance do TribalTech, um dos maiores festivais de música eletrônica do Brasil. Em 2011 e 2012, indicações ao DJ Sound Awards nas categorias Trance DJ e Producer. Produções com suporte de Tiësto no Club Life Radio Show, Bobina, Mark Sherry e outros nomes da cena progressiva internacional. Selos como Energy BR Records, LK2 Music e Discotheque Broadcasting.
A TOSS foi atravessando os nomes — Sonorização, Sound Production, Studio TOSS, Virtual, Electronic, Interativa — cada um revelando o território que estava sendo ocupado naquele momento. Não instabilidade: amadurecimento. Hoje é estúdio criativo com especialização em web design, com clientes em todo o Brasil e projetos internacionais. Mas a lógica continua a mesma desde o paiol: identificar o que está disperso, organizar o que está bagunçado, construir algo sólido e claro a partir disso.
O e-lisandro.com é onde as camadas param de ser separadas.
e de eletrônico — o universo onde me defini. e de estúdio, de experimental, de ecossistema. e de Elisandro — a pessoa por trás de tudo.
O hífen separa o símbolo do nome e deixa os dois existirem ao mesmo tempo.
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